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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Ultimo Mestre Do Ar


Elenco: Noah Ringer, Nicole Peltz, Jackson Rathbone, Dev Patel, Aasif Mandvi, Shaun Toub, Cliff Curtis.
Direção: M. Night Shyamalan
Gênero: Aventura
Duração: --- min.
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 23 de Julho de 2010
Sinopse: Há muito tempo atrás, o mundo era dividido em quatro grupos: Nação do Fogo, Tribo da Água, Reino da Terra e Nômades do Ar. Essas nações viviam em perfeito equilíbrio, até o dia em que a Nação do Fogo atacou. O Avatar, mestre dos quatro elementos, é o responsável por manter o equilíbrio do mundo e quando o mundo mais precisou, ele desapareceu. Cem anos após esse acontecimento, dois jovens da tribo da água do sul encontram o avatar, um habilidoso dominador de ar chamado Aang.
Curiosidades:
» Trata-se da adaptação cinematográfica do desenho 'Avatar: A Lenda de Aang' (Avatar: The Last Airbender), que Shyamalan trabalha há dois anos para tirar do papel.

Get Him To The Greek


Get Him To The Greek [EUA, 2010], de Nicholas Stoller (Universal). Gênero: comédia. Elenco: Jonah Hill, Russel Brand. Sinopse: Um funcionário de uma gravadora é contratado para acompanhar um astro do rock britânico fora de controle em um show no Greek Theater de Los Angeles. Estréia Nacional: 10/09/2010

sábado, 21 de novembro de 2009

O Solista


Filme paternalista chama atenção para o drama de um gênio incompreendido: o jornalista
Marcelo Hessel/Omelete
O Solista começa de madrugada. O jornalista Steve Lopez (Robert Downey Jr.) sai de casa para andar de bicicleta, ao mesmo tempo em que a picape de distribuição de jornais começa a circular por Los Angeles. Os cortes cruzados dão a impressão de que a picape vai acabar atropelando o ciclista, mas isso não acontece.
O personagem que dá nome ao filme - e cuja história real, contada por Lopez em sua coluna no jornal Los Angeles Times, serve de base a O Solista - surge dias depois, tocando violino aos pés de uma estátua de Ludwig van Beethoven. Nathaniel Anthony Ayers Jr. (Jamie Foxx) mora na rua, mas já foi aluno da prestigiada escola de arte Julliard. Quem descobre isso é Lopez, e logo toda a cidade descobre Nathaniel também.
Acompanhamos flashbacks com o passado do músico mais por uma questão de protocolo - é o lado clínico de O Solista aflorando, para nos mostrar com ciência e em detalhes como sofre uma pessoa com esquizofrenia, como é o caso de Nathaniel. Mas o que interessa de verdade ao filme é Steve Lopez. O solista de fato é ele, o jornalista, dedilhando o seu "dom em extinção" para uma platéia desatenta, o povo de Los Angeles.
Repare, antes de mais nada, como o diretor Joe Wright (
Desejo e Reparação) emparelha a genialidade de Nathaniel ao ofício de Lopez. São dois solitários - um trocou a família pelas ruas, outro chega em casa e não há mensagens na secretária eletrônica. São dois obcecados - um trabalha sozinho no jornal até altas horas, o outro toca o próprio braço como se fosse um violoncelo - e essa obsessão os impede de executar qualquer outra coisa. Nathaniel toca as sinfonias de Beethoven de cabeça mas não consegue terminar sentenças. Lopez escreve muito bem, mas mal consegue acertar o potinho para o teste de urina.
Acima de tudo, Lopez e Nathaniel são solistas porque parecem ser os últimos de suas espécies. Outro instrumentista que aparece no filme coloca a sua religião acima da música, e Nathaniel vê na música um meio e um fim. Já Lopez resiste em meio a uma imprensa em mutação, inconformado que Lindsay Lohan ainda seja notícia, assistindo às demissões em massa de seus amigos de LA Times.
É de um proselitismo atroz essa primeira metade de O Solista, com a mão pesada de Wright tratando jornalismo como arte para poucos e a cidade como uma orquestra, fazendo pombas voar sobre as vias sinfônicas de Los Angeles, conclamando todos a olhar para o "Katrina de cada dia", os miseráveis que dormem na rua mas têm, cada um, a sua bandeira dos EUA - como o diretor nos mostra com planos grandiloquentes de grua.
O paternalismo que segue até o fim do filme, pontuado pelo overacting dos protagonistas, pode convencer muito espectador de coração bom, mas não se engane com a aparente benevolência: o drama de Nathaniel só existe, no fim das contas, para elevar o drama "maior" de Lopez. Porque o jornalista foi, sim, metaforicamente, atropelado pela picape dos jornaleiros, e filmes como O Solista tentam estender a mão a esse tipo em crise existencial, carente de socorro ou pelo menos de atenção.

No Meu Lugar


No Meu Lugar se chamaria, originalmente, Vórtice, ou No Olho do Furacão. O mesmo evento – a invasão do policial à casa em Laranjeiras, que termina com a morte do refém – desencadeia três linhas narrativas diferentes, em tempos diversos: dias depois, o tenente precisa continuar com a vida, ao lado da filha e dos amigos; semanas antes, entregador que mora na favela se apaixona pela empregada da vítima; cinco anos depois, a família do morto retorna, enfim, para abandonar o local em que ocorreu a tragédia.
Maldita hora em que Jean Renoir disse, em A Regra do Jogo, que “cada um tem as suas razões”! Mal interpretado por cineastas há sete décadas, transformou-se em passe livre para a compreensão absoluta das personagens, cujos atos mais torpes e vícios mais nocivos se mostram dignos de pena. Em No Meu Lugar, Eduardo Valente cai na armadilha, já que, ao contar as três histórias em paralelo e afundar a todos no sofrimento (a “estética do miserê”, por assim dizer), iguala policial, refém, família e assaltante como pobres coitados vítimas das circunstâncias.
A partir do instante em que se responsabiliza o destino – que Eduardo Valente reforça com a circularidade narrativa do filme, que termina onde começa, elimina-se qualquer postura crítica sobre a realidade e sobre as atitudes que as personagens tomam em relação ao mundo. Embora cada um tenha suas razões, a dor de uma família que perdeu o pai, assassinado, não é a mesma do rapaz da favela sem perspectivas para o futuro, ou do policial que, no cumprimento do dever, errou, seja por despreparo ou por impulso. Não se trata de quantificar as tragédias pessoais, mas de qualificá-las, de diferenciá-las eticamente.
No Meu Lugar, contudo, tal qual o cinema de Alejandro González Iñarruti, utiliza-se da miséria alheia a fim de consternar o espectador. Se é verdade que as narrativas de Eduardo Valente efluem e confluem, de fato, para único momento no tempo, enquanto as histórias de Iñarruti (em Babel ou Amores Brutos, por exemplo) se unem de forma vaga pela temática em comum, também se revela verídica a necessidade, em ambos, de martirizar as personagens, de irmaná-las no masoquismo – a opção sádica de levar a família e o policial de volta para a casa, a fim de expurgar o trauma que viveram através da catarse (o desamparo da existência contemporânea, típica de Shinji Aoyama, em seu ponto mais baixo).
Quando o policial raspa o cabelo, na casa da vítima, garrafa de uísque ao solo, é impossível não se lembrar de sequência parecida em 29 Palms. Desabonador que No Meu Lugar esteja na mesma frase do filme morto de Bruno Dumont.

http://www.revistamoviola.com/2009/01/31/no-meu-lugar/
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Um Namorado para minha Esposa


Filme argentino dá lição de feminismo em todas as outras comédias românticas recentes
Marcelo Hessel/Omelete
Gênero essencialmente machista, a comédia romântica hollywoodiana diz que mulher em depressão está precisando de um homem ou de um filho. Na Argentina é um pouco diferente. Pra começar, depressão é melancolia. E melancolia, por aqueles lados, quando não é só cultivada, é incentivada.
Em Um Namorado Para Minha Esposa (Un Novio Para Mi Mujer), de Juan Taratuto, conhecemos um casal, Tana (Valeria Bertuccelli) e Tenso (Adrián Suar), casado há tempos. Ela não trabalha, fica em casa reclamando de tudo e todos, o que Tenso, que trabalha numa loja de elétricos, tem que aturar quando está em casa. A nossa identificação imediata seria com o drama de Tenso - se o marido não fosse um tapado.
Desesperado por não conseguir pedir o divórcio, ele aceita o conselho dos amigos do futebol: vai procurar o lendário Cuervo Flores (Gabriel Goity), sujeito pago para seduzir a mulher do próximo. Flores tem uma condição primeira: Tana precisa sair de casa para que ele possa operar sua "mágica". Tenso então vai atrás de um emprego para a futura ex-esposa.
Para não contar demais, digamos que Tana canaliza tudo o que lhe aborrece nesse novo trabalho - e isso a contenta. É como uma personagem de Seinfeld, inconformada com regras de conduta social, esbravejando sobre o mundo - o que aqui do outro lado da tela tende a encontrar mais simpatia do que as covardias do seu marido. Num gênero sexista que parece ignorar a mais básica das conquistas feministas, Taratuto faz um filme para dizer, em resumo, que não são os homens, nem os filhos, mas o trabalho que dignifica a mulher.
Sucesso de bilheteria na Argentina no ano passado, Um Namorado Para Minha Esposa é um necessário respiro no gênero, mas isso não significa que fuja aos esquemas. Como em muitos outros filmes, a trama se passa em dois tempos (no presente Tana e Tenso fazem terapia de casal voltados para a câmera, enquanto toda essa ação se ambienta no passado) e, quanto mais se aproxima do desfecho, mais o longa se assemelha aos seus pares.
Porque se há um vício que qualquer comédia romântica sofre é o de contemporizar no final. Tana passa ao longo do filme pelas mais diversas experiências - incluindo uma regressão que praticamente nega a vida moderna, naquele passeio pelo parque-de-diversões antigo, no interior, com saia de menina e tudo, nostalgia tipicamente argentina - e talvez termine a história se acomodando no ponto em que começou...
Pode ser decepcionante, mas, de qualquer forma, o que vale mais não é a chegada, mas a viagem. E a convicção de que não dá pra ser feliz o tempo todo, durante ela.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Daybreakers



Elenco: Ethan Hawke, Willem Dafoe, Claudia Karvan, Isabel Lucas, Michael Dorman, Vince Colosimo, Sam Neill.
Direção: Michael Spierig e Peter Spierig.
Gênero: Ação/Suspense
Duração: 98 min.
Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 05 de Março de 2010.
Sinopse: No ano de 2019, uma praga se expalha e transforma boa parte dos humanos em vampiros. Mas quando os seres humanos começam a ser ameaçados de extinção, os infectados precisam capturar todas as pessoas ou encontrar uma outra raça para substituí-las. Tudo muda quando um grupo de vampiros descobre uma maneira de salvar os humanos da destruição.

Os Fantasmas de Scrooge


História com mais de um século e meio é adaptada com tecnologia de amanhã
Érico Borgo/Omelete
Um Conto de Natal, uma das obras mais conhecida de Charles Dickens, já ganhou dezenas de adaptações para as telas. O texto de 1843 virou filme, um curta-metragem, pela primeira vez logo na aurora do cinema, em 1910, pela Edison Manufacturing Company.
Desde então, o conto teve as mais diversas interpretações. Dos Muppets a Bill Murray, passando por Tio Patinhas e Matthew McConaughey, o velho Scrooge ganhou versões em todos os gêneros e com maior ou menor grau de fidelidade ao original. Dessa forma, o clássico natalino avança através das eras. Do cinema mudo e preto e branco, ganhou som, depois cor, efeitos especiais... e agora estreia na mais avançada tecnologia disponível no mercado, o 3-D estereoscópico com captura de movimentos e projeção em IMAX.
Robert Zemeckis, que já explorou essa tecnologia toda em
O Expresso Polar e a aperfeiçoou em A Lenda de Beowulf, agora atinge pleno domínio da técnica. Mas ainda que Um Conto de Natal tenha virado o high-tech Os Fantasmas de Scrooge - surpresa! -, ele mantém todo o teor melodramático do original.
A história é a velha conhecida de sempre. O velhote avarento Ebenezer Scrooge trata mal os empregados e a pouca família que tem, já que considera o Natal uma festa sem sentido. Mas na véspera da festividade é visitado pelo fantasma de seu velho sócio, que avisa: ele será visitado por três outros fantasmas que lhe mostrarão os Natais passados, o Natal presente e os Natais vindouros. E Scrooge embarca em uma jornada sobrenatural para aprender o significado da família, amigos e da compaixão.
A marca Walt Disney Company que estampa o filme e a contratação de Jim Carrey para dublar e interpretar Scrooge e todos os fantasmas (a versão brasileira tem a voz de Guilherme Briggs) , podem até prenunciar um filme leve, familiar. Mas o resultado é sombrio, dramático e assombroso em diversos momentos.
Claro, Zemeckis insere elementos aventurescos na produção - como os alucinados travelings aéreos a cada vez que um fantasma apanha o pobre Scrooge pela mão ou algumas perseguições cheias de suspense -, mas isso é pura pirotecnica. É no drama que o filme se sustenta.
Gary Oldman como o ajudante Bob Cratchit está perfeito. Quando o sofrimento do personagem e sua família começa dá até pra esquecer o visual levemente caricato das pessoas. E Zemeckis filma como diretor iraniano, com longos planos-sequência, jogando pela janela nessas cenas tudo o que se entende por "cinema blockbuster" e seus planos de 7 segundos no máximo. Ele fica ali, movendo a câmera colada nos rostos, evidenciando a profundidade e registrando aquele teatro todo, cortando apenas quando realmente necessário, para trocar radicalmente um ângulo ou cena. Como se não bastasse, ainda dá ao público momentos nunca vistos no cinema 3-D. A cena expressionista em que Scrooge acende a vela, surgindo em primeiro plano da escuridão, é de enorme beleza.
Fica a dúvida, porém, em relação ao público-alvo do filme. Definitivamente não é uma história para crianças. Há sustos, muita vertigem e lamentação. Mas os adultos já conhecem de cor a trama, não se surpreendem mais com a técnica e podem se aborrecer com as citadas exageradas viagens aéreas pela cidade vitoriana. Assim, quem pode se interessar por este Os Fantasmas de Scrooge? Ele é bonito e fiel à obra, mas a história está velha. Cobri-la de pixels que saltam à vista só traz modernidade por um ângulo...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Vício Frenético

Werner Herzog encontra no surtado Nicolas Cage a expressão perfeita do caos
Marcelo Hessel/Omelete
Filmes do alemão Werner Herzog, como o recente
O Sobrevivente, reforçam a ideia de que o ambiente molda o homem, e a este resta medir forças diante da completa assimilação. No caso de Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans), remake do longa homônimo de Abel Ferrara, o contexto já é dado desde o começo, com uma cartela informativa: "pós-Furação Katrina".
Podemos esperar, portanto, que locações em Nova Orleans e arredores, com suas águas batendo no pescoço e casas em ruínas, transfiram para o comportamento dos personagens o estado de caos que tomou a Louisiana depois da tragédia de 2005. Como se a presença de Nicolas Cage já não fosse prenúncio suficiente de caos.
Ele interpreta o personagem do título, Terence McDonagh, recém-promovido a tenente. Um caso de chacina toma sua atenção, seis meses depois da passagem do furacão: uma família de imigrantes senegaleses foi assassinada, e suspeita-se de envolvimento dos traficantes de droga da vizinhança. Enquanto a investigação se desenrola, Terence tem seus próprios problemas para resolver. Pra começar: dívidas de apostas, dores nas costas, abuso de drogas e um pai que está querendo parar de beber.
Cineasta não dado a comedimentos, Herzog incentiva os surtos de Cage. Numa entrevista, perguntado porque atuava "over the top" (com exagero), o ator soltou uma boa: "Não entendo essa expressão... Acima do topo... Topo do quê?". Overacting à parte, o fato é que o antinaturalismo é essencial para que Herzog trabalhe o estado físico e mental do mau tenente como um conto sobre a desordem social e moral.
E aí vai muito da sensibilidade do espectador. A postura de Cage, de quem parece vestir um terno sem tirar o cabide, pode ser genial ou ridícula, dependendo do gosto de cada um, assim como a obsessão de Herzog por personagens reptilianos. Só não dá pra acusar o diretor de displicência: a marcação de cena e os enquadramento que sempre deixam o tenente à vista (nem que seja refletido no canto de um espelho) são obra de quem sabe o que está fazendo.
Vício Frenético não é o melhor trabalho do alemão, mas está dentro da sua fértil linhagem de histórias que propõem questões bem interessantes sem, em momento algum, abrir mão do filme de gênero. Temos aqui um longa-metragem policial com subtramas amarradas e viradas divertidas, e temos também uma bela análise de como o caos, na tentativa de se reordenar, comporta não só convicções éticas (ou religiosas, ou místicas), como lufadas de sorte e acaso.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dias E Noites


Filme gaúcho denuncia violência doméstica e faz defesa do feminismo
Marcelo Hessel/Omelete
Chega cheia de boas intenções a produção gaúcha Dias e Noites, denunciando violências domésticas e defendendo os direitos das mulheres, mas o amadorismo da realização fala mais alto.
Baseada no romance Clô - Dias e Noites, do escritor Sérgio Jockymann, a história acompanha, dos anos 40 aos 50, a sofrida vida adulta de Clotilde (Naura Schneider), desde seu casamento de conveniência com o fazendeiro Pedro (Antônio Calloni) até a luta pela guarda de sua neta. No caminho de Clotilde - que tem como pano-de-fundo desde o getulismo até a ditadura - outros homens, outras lições de vida.
De reconstituição histórica cuidadosa nos figurinos e nos cenários, com um elenco esforçado que tem o insuperável Calloni como lastro, o longa do diretor Beto Souza (Netto Perde sua Alma) peca na narrativa. Texto e imagens se sobrepõem redundantemente.
Há pouco espaço para que as imagens ganhem autonomia, por exemplo, quando surge a narrativa em off de Clotilde sempre sublinhando o que o espectador deve apreender sozinho. Montar o filme em um imenso flashback não justifica inserir tanto texto explicativo. O didatismo se estende. Só o olhar de reprovação da parteira já diz tudo, mas sempre há o texto a reiterar: "ela vai me criar problemas", "[o bebê recém-nascido] não era menino"...
O aviso no começo da sessão - "baseado em fatos" - dá o tom do filme. O que importa é a lição. A mensagem feminista para ser aproveitada na vida real está acima da construção de um universo ficcional, e Dias e Noites, se não se sustenta como arte, ao menos terá a brevidade de um manifesto.