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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Vincent

A primeira animação dirigida por Burton não tem nem seis minutos de duração. Porém, deve ser considerado o trabalho mais importante para compreender Thimoty William Burton. Veio de um poema escrito por ele sobre um menino de sete anos chamado Vincent Malloy, que gostaria de ser... Vincent Price, maior ídolo de Burton, desde a infância! Aliás, pode-se dizer que Malloy é Burton em sua forma mais pura: uma pessoa educada e atenciosa que prefere, porém, criar todo um mundo de fantasia para escapar da realidade, pois essa realidade não é tão divertida ou prazerosa. Ou talvez nem exista realidade e fantasia, e sim um mundo que funciona de acordo com seus desejos e outro não. No filme, a mãe de Vicent Malloy procura despertar o filho de suas ilusões, mas o menino deixa-se dominar por suas criações. Tim Burton pode não ser Vincent Price, mas se tornou um artista de mesmo nível e também uma lenda, por merecimento. Price foi o narrador do filme, o qual ele considerou uma honra: “melhor forma de ser imortalizado do que uma estrela em Hoolywood Boulevard”. Trabalhou de novo com Burton em Edward Mãos de Tesoura e os dois foram muito amigos, até a morte do ator. Burton chegou a gravar entrevistas para um futuro documentário sobre Price, que não ficou pronto por ocasião de seu falecimento.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Gandhi


Sir Ben Kingsley estrela como Mohandas Ghandi nesta fascinante biografia de Richard Attenborough sobre o homem que subiu de simples advogado a símbolo mundial de paz e tolerância. Uma obra-prima imprescindível, GANDHI é uma história intrigante sobre ativismo, política, tolerância religiosa e liberdade. Mas no centro de tudo isso, está um homem extraordinárioque lutou por uma existência pacífica e libertou uma nação. Vencedor de 8 Oscar® incluindo melhor filme, melhor diretor (Richard Attenborough) e melhor ator (Sir Ben Kingsley), o aclamado elenco de GANDHI ainda inclui Candice Bergen, Edward Fox, Sir John Gielgud, Roshan Seth e Martin Sheen.
O filme mostra muito bem o tempo de Ghandhi na India, personagem que marcou o mundo com sua politica da não violencia e da resistencia pacifica tão em falta nestes dias, Ghandhi transforma todo o poderio inglês em pó, como ele próprio afirma, não podemos conseguir nossa luta no campo que o inimigo é mais forte, a Inglaterra é como os Eua de hoje para terem idéia, Ghandhi que Leu o livro resistencia Civil passa muito no filme que entendeu e que pela primeira vez aplicou em larga escala esta idéia e como se provou foi eficiente, conseguindo a independencia indiana.
O filme, de três horas de duração, é espetacular. A história - que até o momento eu não sabia se era com "h" ou com "e", é simplemente fantástica, a direção faz do filme um buraco negro para sua atenção e a atuação do protagonista Ben Kingsley, no papel de Gandhi, é incrivelmente real.Após assistir fui direto à internet para descobrir se o filme retratou a história com fidelidade ou se ouveram alterações nos fatos, e fiquei muito feliz ao saber que é totalmente veridica, no nível dos detalhes.Pesquisando um pouco mais descobri que o diretor, Richard Attenborough, fez um enorme trabalho de pesquisa. Ele passou um tempo na Índia, inclusive conheceu a família e companheiros do Gandhi. Um fato interessante: o filme levou mais de 20 anos para ser concluído, devido principalmente a problemas financeiros - o filme foi totalmente executado sem dinheiro da indústria cinematográfica.
É impossível não se sensibilizar ao ver “Gandhi” (1982). Dirigido por Richard Attenborough, o filme traz a cinebriografia de um dos homens mais sensacionais de toda a história: Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido popularmente como Mahatma Gandhi, interpretado brilhantemente por Ben Kingsley, atuação que lhe rendeu o Oscar. Vale ressaltar também a semelhança física espantosa do ator com o personagem real e a ótima fotografia do filme.
“Gandhi” mostra a trajetória do advogado indiano desde sua atuação contra a opressão do império britânico para com o povo hindu na África do Sul até seu retorno à Índia, guiando o povo para a independência de seu país pregando a revolução não-violenta, enaltecendo assim toda a serenidade e sabedoria capazes de unir muçulmanos, hindus e cristãos e que, ao mesmo tempo, encontram-se tão ausentes em nossos dias.
O filme conquistou 8 Oscars (Melhor Ator, Melhor Diretor, Melhor Filme, Roteiro Original, Direção de Arte, Fotografia, Figurino e Edição) e foi indicado para outras 3 categorias (Som, Maquiagem e Trilha Sonora), deixando os estúdios que não se interessaram em produzí-lo de cara no chão. Apesar de longo (188 minutos) “Gandhi” é envolvente do princípio ao fim, figurando, sem dúvida, entre os maiores espetáculos já vistos no cinema.
“Olho por olho, e o mundo acabará cego”. (Mahatma Gandhi)

sábado, 21 de novembro de 2009

Do Fundo Do Coração


'Do Fundo do Coração' de Coppola é um poema ao amor
Por Marco Antonio Moreira

“O Fundo do Coração” de Francis Coppola. Com Federic Forrest, Teri Garr, Nastassja Kinski e Raul Julia. Em Las Vegas, durante as comemorações do Dia da Independência, um casal decide que seu relacionamento terminou e acabam se separando. Procurando novas paixões, encontros, pessoas, eles acabam se perdendo numa cidade onde quase tudo é falso e ao mesmo tempo apaixonante. Mas seus caminhos acabam se cruzando novamente depois de tentarem novos sonhos e novos amores. Este pequeno resumo da história do filme de Coppola poderia ser de qualquer filme romântico, desses que são produzidos em grande quantidade todo ano.
Mas o resultado desta pequena grande história de amor é muito maior do que se possa parecer. Francis Coppola realiza aqui um dos mais belos poemas ao amor através de um casal que se perde entre o real e a fantasia e descobre que a única coisa sólida que possuem é o seu relacionamento, a sua paixão. E para mostrar isso, numa direção fantástica, criativa, sensível e mágica, Coppola não economizou na produção, nas filmagens, nos enquadramentos, na fotografia, na cenografia e canções belamente compostas por Tom Waits que seguem toda a trajetória de amor dos personagens. Criando uma Las Vegas artificial com pessoas artificiais, Coppola deu um outro sentido ao que chamamos de filme romântico. Muitas vezes melancólico, triste e sem esperança, “O Fundo do Coração” é um filme que provoca o espectador com suas imagens, sua poesia e suas conclusões.
Afinal, o que é o amor, é o que pergunta Coppola. Cabe ao público interpretar esta pergunta através dos acontecimentos dos personagens principais e de toda a magia que cerca ambos em todo o filme. Pena que na época do lançamento do filme, “O Fundo do Coração” acabou causando um grande prejuízo financeiro ao diretor que investiu tudo o que podia para tornar verdadeira uma linda, simples e poética história de amor. Espero que agora, passado tanto tempo de seu lançamento nos cinemas, “O Fundo do Coração” seja citado como um dos melhores filmes de Francis Coppola, um dos grandes diretores americanos, sempre lembrado pela excelência de filmes como “O Poderoso Chefão” e “Apocalypse Now”.

http://www.portalcultura.com.br/?site=4&pag=conteudo&mtxt=9561&cabeca='Do%20Fundo%20do%20Coração'%20de%20Coppola%20é%20um%20poema%20ao%20amor