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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Red Cliff



Elenco: Chow Yun-Fat, Tony Leung, Zhang Fengyi, Chang Chen, Chi-Ling Lin.
Direção: John Woo
Gênero: Aventura
Duração: 148 min.
Distribuidora: Europa Filmes
Estreia: 23 de Abril de 2010
Sinopse: A história se baseia em eventos dos anos 220 a 280 d.C. e conta uma passagem do Romance dos Três Reinos, livro escrito por volta do ano 1350 por Luo Guanzhong. Nele, os três feudos existentes no território chinês entram em conflito. A batalha climática, que envolveu cerca de um milhão de combatentes, teve de um lado dois senhores, Sun Quan and Liu Bei, derrotando o superior exército invasor de Cao Cao. Pouco tempo depois, a dinastia Han terminou oficialmente e o país foi dividido entre os três reinos.
Curiosidades: » Tornou-se a maior bilheteria da história da China, batendo a marca de $300 milhões de yuan de arrecadação (o equivalente a cerca de US$ 43,7 milhões).
» O recordista anterior era 'A maldição da flor dourada', de Zhang Yimou, com US$ 37,5 milhões.
» 'A Batalha dos Três Reinos' é a primeira parte de uma saga de mais de quatro horas. O longa ainda possui uma segunda parte.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alice in Wonderland


A trama será uma espécie de sequência do clássico original: Alice (Mia Wasikowska), aos 17 anos, vai a uma festa vitoriana e descobre que está prestes a ser pedida em casamento perante centenas de socialites. Ela então foge, seguindo um coelho branco, e vai parar no País das Maravilhas, um local que ela visitou há dez anos, mas não se lembrava.
Alice no País das Maravilhas é, ao lado de Frankenweenie, um dos dois projetos do diretor com o Walt Disney Studios que serão exibidos em 3D. Johnny Depp, Anne Hathaway, Alan Rickman, Matt Lucas, Michael Sheen, Helena Bonham Carter, Crispin Glover, Christopher Lee e Eleanor Tomlinson também estão no elenco.
O filme estreia em 5 de março de 2010.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O Guerreiro Genghis Khan


Cazaquistão tenta provar, com a história de Temüjin, que não é só o país do Borat
Marcelo Hessel/Omelete
Na última década e meia os épicos campais não só voltaram a se estabelecer no cinema, como seguem um formato de mise-en-scéne bem definido: aérea de batalhões, tomadas de grua enfocando generais de baixo para cima, close-ups na hora do discurso de incentivo. Pode parecer espantoso que a indústria do Cazaquistão consiga produzir um competente longa desse gênero, mas o fato é que os modelos são facilmente imitáveis - de O Senhor dos Anéis a 300.
Dito isso, O Guerreiro Genghis Khan (Mongol, 2007) tem - entre genéricas sequências de ação, filmadas a contento, com atenção especial às armas e às vestes dos guerreiros - alguns elementos muito particulares. Finalista cazaque ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o trabalho do diretor Sergei Bodrov não só repassa um momento definidor da história da antiga Mongólia como ilustra bem a atual situação do ex-império, que já teve o maior exército da Eurásia e hoje sobrevive afunilado entre a influência da Rússia e da China.
Acompanhamos a história de Temüjin (Tadanobu Asano, de Zatoichi), a partir de seu nascimento nas estepes em 1192. Filho do khan (líder) local, Temüjin precisa aprender cedo a sobreviver sozinho, depois que o pai é envenenado e traído pelos seus comandados. Formando aliados e fazendo inimigos, perdendo e ganhando batalhas, Temüjin se torna, 20 anos depois, um líder tribal capaz de rivalizar com o império chinês que se alastra sobre território mongol.
O filme só associa o nome de Temüjin ao epíteto que o tornou famoso - genghis khan, o grande líder - no final, um favor que o título em português já faz logo de cara. Na sua missão de unificar os mongóis, Genghis Khan foi visto por muitos como um terrível aniquilador de adversários, um dos maiores genocidas da história do mundo. Bodrov, do seu lado, traça um retrato simpático do mito - a começar pela própria opção de narrar a primeira fase de sua vida, antes da chegada ao poder.
Assim, nas telas, Temüjin surge quase como um messias misericordioso: adotando filhos que não são seus, perdoando rivais, associando-se com os deuses. O espírito unificador fala diretamente ao público de hoje, tentando mostrar um líder magnânimo e até mesmo humanista. Ao mesmo tempo, quando destaca o talento de Temüjin como estrategista de guerra, o filme tenta despertar nos cazaques uma memória de vitória, de tempos expansionistas em que fazer guerra não era um crime, mas uma forma de reafirmação pátria.
Não por acaso, esta co-produção russa e cazaque (com consultoria dos membros da Academia de Ciências da Rússia, como dizem os créditos final) termina dando uma alfinetada na forma como a China tratou seus monges budistas ao longo dos séculos. Mais do que uma obra de propaganda, O Guerreiro Genghis Khan surge para mostrar ao mundo - e à China - que um dia o Cazaquistão foi muito mais do que, meramente, o país do Borat.