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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Jardins de Pedra


- Qual é a de Francis Coppola?
Eis uma pergunta que se faz em muitos círculos cinematográficos. Afinal, é incrível a capacidade de trabalho deste americano de 48 anos que tal como ensina a filosofia do samba de Paulo Vanzolini, está sempre pronto para dar a volta por cima.
Garoto-prodígio de sua geração, estreou com um longa-metragem que lhe serviu como trabalho de graduação no curso de cinema - "Meu Filho, Agora Você é um Homem" (1967, reprisado já várias vezes na televisão) e nestes 20 anos de carreira, tem acumulado imensos sucessos e grandes fracassos. Sua empresa, a Zoetrop, faliu várias vezes, após produções ambiciosas como "O Fundo do Coração" (quando insistiu em refazer em estúdios o cenário de Las Vegas, que poderia filmar ao vivo), mas nem por isso Coppola deixou de bancar produções de outros realizadores - de Akira Kurosawa ("Kagemusha"), a Geofrey Raggio ("Koyaanisqatsi"), além de fazer o lançamento nos EUA, no sistema para o qual foi concebido, da superprodução "Napoleon", de Abel Gance, realizado em 1926, para ser projetado por 3 aparelhos.
A falência de sua produtora foi vencida na primeira vez quando "Apocalypse Now" conquistou a Palma de Ouro em Cannes, após quatro anos de produção. Os Oscars de "O Poderoso Chefão" - as duas partes foram fortalecidas com os aplausos por "A Conversação", para muitos o seu melhor filme. Depois de dois filmes modestos, sobre jovens - "The Outsiders" e "O Selvagem da Motocicleta" (inédito em Curitiba, mas à disposição em vídeo alternativo), Coppola surpreendeu com o emocionante "Peggy Sue - Seu Destino a Espera". Agora, Coppola está novamente em evidência: há um mês e meio estreou nos EUA o seu último longa: "Jardins de Pedra" (Gardens of Stone), com lançamento programado para as próximas semanas no Brasil.
A crítica recebeu a pedradas este filme que se passa no ambiente de caserna. Mas há defensores entusiásticos - como sempre ocorre com os filmes de Coppola. Afinal, "Cotton Club" - outra produção caríssima, que abalou suas finanças - dividiu os espectadores, mas não há como negar o seu fascínio.
"Gardens of Stone" tem muitas seqüências no Cemitério Nacional de Arlington. Os vastos montes verdes pontilhados de lajes de mármore. O cemitério dos militares americanos. Deste clima para a caserna, Coppola constrói um drama poético, ambientado em 1968 - ano de tantas transformações no mundo, em termos comportamentais e da escalada na guerra do Vietnã. O personagem central é o sargento Clell Hazard (James Caan), um combatente condecorado que, devido a burocracia e manobras políticas, é designado para realizar tarefas no Cemitério Nacional de Arlington. Favorável ao Exército, mas contra a Guerra do Vietnã, Clell aguarda sua transferência para o Fort Benning, onde se sentiria melhor. Anjelica Houston - filha do cineasta John, Oscar de melhor coadjuvante por "A Honra do Poderoso Prizzi" - é Samantha Davis, uma repórter pacifista do "Washington Post", ativista pacifista, que se torna amante de Clell.
Assim, tendo por cenário um espaço até hoje nunca focalizado no cinema - embora conste do roteiro turístico de quem visita a capital dos EUA - "Jardins de Pedra" propõe reflexões sobre o Exército, os soldados - temas tantas vezes revisitados pelo cinema, embora poucas vezes com profundidade e audácia. Trabalhando sobre um romance de Nicholas Proffitt, Coppola pretende que seu filme não seja apenas uma leitura superficial do militarismo.
O Exército americano gostou. A produção teve toda a ajuda para as filmagens e no final Coppola ganhou o título de membro honorário da Velha Guarda, quando o coronel John Myers disse:
- "Do ponto de vista do Exército, a descrição do militarismo no filme é perfeita".

http://www.millarch.org/artigo/os-jardins-de-francis-coppola

Captain EO


Em 1986, Coppola e George Lucas dirigiram o filme Captain Eo, com Michael Jackson, para os parques temáticos da Disney, que até à altura tinha sido o filme mais caro por minuto já feito.
O Filme tem 17 minutos, foi exibido entre 1986 (ano de seu lançamento) até meados nos anos 90 nos parques temáticos da Disney de Paris. Conta com estrela como Anjelica Houston (Mortícia da Família Adams) no papel de “líder supremo”. No curta, Jackson interpreta um capitão de uma frota estelar cuja missão é entregar uma encomenda à sombria personagem de Huston. Com orçamento em torno de US$ 30 milhões, Captain EO usou em sua trilha “We Are Here to Change the World” e “Another Part of Me” (para os direitos autorais serem 0800).